Estado de SP registrou 21 mil casos de dengue em janeiro e fevereiro deste ano
147 cidades estão em situação de risco e 247 em alerta e 13 mortes em decorrência da doença
O estado de São Paulo tem 147 cidades em situação de risco e 247 em alerta para dengue. Foram registrados 20.981 casos em janeiro e fevereiro em 430 municípios e 13 mortes em decorrência da doença. Ao longo do ano de 2022, o estado paulista teve 332.139 casos de dengue distribuídos em 617 cidade com 287 mortes.
As infecções causadas por vírus transmitidos, principalmente por mosquitos que têm o Aedes aegypti como vetor, são chamadas de arboviroses. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o índice de transmissão dessas doenças está associado à plena adaptação do mosquito às atuais condições ambientais.
Dengue, Zika e Chikungunya são doenças cujos nomes são conhecidos no Brasil. Os três vírus transmitidos pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti, têm maior incidência no país em períodos de chuva e calor, e apresentam sintomas parecidos, apesar de pequenas sutilezas os diferenciarem.

Neste ano, foram notificados 130 casos chikungunya em 35 municípios paulista; ainda não foi confirmado caso de zika vírus.
O governo do Estado de São Paulo lançou na última terça-feira (21) a campanha de conscientização Qual o animal mais perigoso do mundo? para combater o mosquito Aedes Aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya.
O Plano Estadual de Contingência das Arboviroses Urbanas da Secretaria de Saúde do governo do Estado de São Paulo prevê campanha publicitária e aumento de visitas domiciliares a imóveis para eliminar os criadouros do mosquito.
Em 2022, foram registrados 934 casos de Chikungunya em 115 municípios, sendo 113 casos entre janeiro e fevereiro. Em 2023, no mesmo período, foram notificados 130 casos da doença em 35 municípios.
Em relação a Zika vírus, em 2022 foram registrados cinco casos e até o momento em 2023 não há casos confirmados.

SERVIÇO
- Reduzir a infestação do mosquito Aedes aegypti e circulação viral;
- Intensificar as visitas domiciliares aos imóveis, para diminuição das pendências e eliminação de potenciais criadouros existentes;
- Incrementar a mobilização da população na adoção de medidas para eliminar e evitar a manutenção de criadouros nas residências e quanto aos sinais e sintomas das doenças (Dengue, Chikungunya e Zika Virus) como quando ao início dos sintomas a procurar a Unidade de Saúde.
Dengue: especialista orienta sobre sintomas e prevenção da doença
O calor, a umidade alta e os dias chuvosos são ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças. O Brasil registrou quase 160 mil casos de dengue entre janeiro e fevereiro de 2023, um aumento de 46% em relação ao mesmo período de 2022, segundo o Ministério da Saúde.
As reações no organismo podem ser confundidas, e é preciso atenção para distingui-las. A enfermeira e professora do curso de enfermagem da faculdade Anhanguera, Bertha Borges, diz que a febre é o principal motivo da ‘confusão’, pois ela é comum em todas as doenças citadas. “No início os sintomas são bem comuns como febre, dores de cabeça e no corpo, mal-estar aparecem no quadro de dengue, que também costumam ser manifestados pelos pacientes que contraem Covid-19, o que pode gerar dúvida no diagnóstico”, pontua.

A orientação é observar algumas condições do corpo que podem ser divergentes de uma doença para a outra. Segunda a especialista, na maioria dos casos, os sintomas da dengue duram até dez dias, dores nas articulações são características marcantes, manchas vermelhas pelo corpo, fraqueza, dor atrás do olho.
A docente acrescenta que é importante observar os sinais respiratórios e gripais, a dor de garganta, congestão nasal, tosse seca, coriza etc., são comuns na Covid-19, mas isso não é frequente nas arboviroses, como no caso da dengue.
A orientação é para que, ao apresentar sintomas, o indivíduo procure um pronto-atendimento o mais rápido possível. A especialista reforça que diante de diversas epidemias ao mesmo tempo no país, é importante para o diagnóstico a realização de exames laboratoriais específicos para o tratamento adequado.
Veja algumas dicas para evitar a proliferação do mosquito:
- Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
- Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
- Feche bem os sacos e lixo.
- Guarde os pneus em locais cobertos.
- Tampe bem a caixa-d´água.
- Limpe as calhas.
Da Redação – Foto: Reprodução

