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Vereadores traçam balanço positivo dos trabalhos da Câmara de Itatiba em benefício da cidade e da população

Por Lívia Martins

O ano de 2023 foi marcado por intensa atividade legislativa na Câmara Municipal de Itatiba, onde os vereadores desempenharam um papel fundamental na apresentação e aprovação de projetos de lei e requerimentos.

Ao todo, foram aprovados 82 projetos de lei, evidenciando o comprometimento dos representantes municipais com o desenvolvimento e aprimoramento da cidade.

Foto: Augusto Schiosi/CMI

Campeão de projetos: Washington Bortolossi propõe 16 em apenas um ano

Entre os vereadores que mais se destacaram na proposição de projetos de lei, o vereador Washington Bortolossi, do partido Cidadania, liderou com 16 projetos aprovados. Conversamos com o vereador e ele explicou o porquê do grande número de proposituras.

“Desde o primeiro mandato, tenho focado em achar soluções e implementar melhorias para a população. Isso só é possível através da propositura de projetos de lei. Esse número de projetos propostos reflete o compromisso que tenho com a comunidade e a responsabilidade de representar os interesses dos cidadãos”.

Washington falou, também, do seu processo de elaboração dos projetos. “Ao longo deste ano, busquei ativamente entender as demandas locais, dialogar com diferentes setores da sociedade e trabalhar incansavelmente para trazer soluções legislativas que beneficiem nossa cidade. Antes de apresentar um projeto de lei, é feito um estudo técnico para verificar se aquilo não vai gerar nenhum tipo de obrigação ao Executivo, que posteriormente poderá ser judicialmente questionado”.

O papel do vereador

Ainda durante a conversa, Washington declarou que o papel do vereador ao propor Projetos de Lei é fundamental para representar e dar voz aos interesses da população. “O vereador, como legislador, desempenha um papel crucial na formulação de políticas locais, refletindo as necessidades, desafios e aspirações dos cidadãos, contribuindo para a qualidade de vida daqueles que forem afetados pelas proposituras”.

Além disso, se comprometeu em continuar trabalhando para atender as demandas de Itatiba em 2024. “Pretendo focar em algumas áreas específicas que considero fundamentais para o desenvolvimento e bem-estar dos cidadãos, como meio ambiente, educação e saúde”, finalizou.

Foto: Arquivo Pessoal

Outros destaques

Outros vereadores também contribuíram com a atividade legislativa, como David Bueno, do Solidariedade, que contribuiu com 13 projetos, enquanto José Roberto Feitosa (União Brasil) e Juninho Parodi (Avante) apresentaram, respectivamente, 8 projetos cada.

Esses projetos abrangeram diversas áreas, refletindo a diversidade de temas abordados pelos representantes municipais, desde questões sociais até iniciativas voltadas para o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

“É de extrema gratidão estar trabalhando em prol da população que confiou em mim e ter a chance de colher frutos através dos projetos de lei. A importância que temos, como vereadores, é a de ser representante dos itatibenses, poder contribuir com melhorias, estar atento às demandas da cidade na qual moramos. Meus maiores objetivos foram ouvir a população, observar as necessidades, acatar pedidos e propor aos colegas de plenário as leis que pudesse favorecer a nossa sociedade”, explicou Feitosa em conversa com o Itatiba Hoje.

Feitosa comentou, também, que seus objetivos para 2024 são continuar trabalhando com transparência, ser ouvinte da população, participar ativamente da sociedade, preservar a cultura local, lutar pelos direitos dos itatibenses e continuar fazendo o melhor para Itatiba.

“Irei trabalhar em prol da educação, saúde, cultura e esportes na nossa cidade. Nossa Itatiba está crescendo e com isso precisamos desenvolver também atividades que acompanhem esse desenvolvimento”, disse.

Já Juninho Parodi destacou que seu trabalho vem desde o início de seu mandato, não apenas em 2023. “Busquei propor projetos de lei que, efetivamente, pudessem contribuir de forma significativa na vida de toda a população itatibense, pautados nas áreas da saúde, inclusão e acessibilidade, educação, esporte, além de projetos de lei cujo objetivo era de homenagear pessoas ilustres e queridas por toda a sociedade”.

“Para 2024 sigo com o mesmo objetivo de quando fui eleito, de realizar um trabalho sério e direcionado à necessidade da comunidade, bem como, para atender suas expectativas, seja com cobranças diretas ao Poder Executivo, seja na elaboração de projetos de lei”, revelou o vereador.

Juninho aproveitou a oportunidade de nossa conversa para adiantar o seu maior projeto para o próximo ano, a criação da Frente Parlamentar de Apoio de Combate ao Câncer. “[Tenho como] objetivo promover discussões acerca de ações de apoio de combate ao câncer em nosso Município, bem como o apoio às pessoas que enfrentam a doença, suas famílias e toda a comunidade que sempre é afetada pelos percalços da doença.

Requerimentos: Instrumentos de Fiscalização e Participação

Além dos projetos de lei, os vereadores demonstraram um expressivo envolvimento na elaboração e aprovação de requerimentos. Um total de 424 requerimentos foi produzido ao longo do ano, destacando o empenho dos legisladores em fiscalizar e buscar soluções para as demandas da comunidade.

Nesse aspecto, Igor Húngaro, do PDT, se destacou como o vereador mais ativo, apresentando 60 requerimentos. David Bueno (Solidariedade) e Luciana Bernardo (PDT) também contribuíram significativamente com 51 e 50 requerimentos, respectivamente.

Foto: Augusto Schiosi/CMI

Sessões Ordinárias e Extraordinárias: Arena do Debate e Deliberação

O plenário da Câmara Municipal foi palco de intensos debates e deliberações ao longo de 2023, com a realização de 46 Sessões Ordinárias (93ª a 138ª) e 46 Sessões Extraordinárias (91ª a 136ª). Nessas ocasiões, os vereadores discutiram e votaram propostas fundamentais para o desenvolvimento da cidade, promovendo a transparência e a participação cidadã.

Em síntese, o ano de 2023 na Câmara Municipal de Itatiba foi caracterizado por um trabalho legislativo intenso e produtivo, refletindo o compromisso dos representantes eleitos com o bem-estar e o progresso da comunidade. O Itatiba Hoje continuará acompanhando de perto as atividades legislativas, mantendo a população informada sobre os desdobramentos e impactos das decisões tomadas pelos vereadores.

Foto: Augusto Schiosi/CMI

Presidente da Câmara classifica como satisfatório o trabalho do legislativo em 2023

Permanecendo por mais um ano no comando da Casa, David Bueno comentou que mais mulheres devem ingressar na política

Por Cid Barboza

O presidente da Câmara Municipal de Itatiba, vereador David Bueno (Solidariedade), recebeu o Itatiba Hoje pouco antes da última sessão do ano nesta quarta-feira, 13, e considerou satisfatório o resultado dos trabalhos realizados em 2023. No ano que vem ele continuará presidindo a casa. O parlamentar foi o segundo vereador a apresentar mais projetos na Casa de Leis.

IH – Ficou alguma pendência importante?

DB – Entendo que não. Tem algumas áreas de permuta que o prefeito Thomás Capeletto de Oliveira precisa resolver para implantar a avenida nova. Ele já tem bastante coisa avançada para iniciar a obra. As permutas estão montadas, o projeto elaborado, só falta enviar aqui para a Câmara Municipal para análise e votação. De resto, hoje encerraremos o ano com a pauta zerada, sem pendências para 2024.

IH – Há projetos, tanto de autoria da Prefeitura quanto de vereadores, que foram aprovados aqui na Casa mas não foram colocados em prática?

DB – Não há como falar a respeito de uma maneira geral, até porque a execução fica a cargo do Executivo. Vou citar os meus. O Mais Audição foi executado, o Parlamento Jovem também. É certo que há projetos aprovados e não executados, caso do Remédio em Casa. Neste caso, existe um estudo de planejamento do prefeito e a execução irá acontecer. É um programa que abrange um trabalho maior que é a entrega de remédios de uso contínuo via motoboy para pessoas acamadas e para moradores de áreas rurais.

IH – Quais as perspectivas para 2024?

DB – Meu mandato como presidente da Câmara Municipal vai até dezembro do ano que vem. É um ano de eleição, com disputa para prefeito e vereadores. Tenho a pretensão de disputar a reeleição como vereador e permanecer na presidência da casa no próximo mandato, até o final 2026. Acredito que o atual prefeito tem tudo para conseguir a reeleição. Ele tem um trabalho executado, tem carisma, respeito da população. No meu caso, depois, em 2028, pretendo disputar a Prefeitura de Itatiba.

IH – Quais as principais reivindicações que a população traz aqui para os vereadores?

DB – O primeiro tema é saúde. Temos dificuldades na gestão da Santa Casa quanto a cirurgias, demora de consultas e isso pega muito a população. Na verdade, todas as gestões têm problemas com essa área, mas hoje é um pouco mais crítico. Há outras questões pontuais, um buraco, uma roçada, isso é natural.

IH – Dos 17 vereadores da cidade, apenas duas mulheres. Faltam candidatas ou o eleitorado ainda é um pouco avesso à presença da mulher na política?

DB – Eu acho que as mulheres, gradativamente, estão querendo participar cada vez mais da política. Em todos os partidos têm chegado novas mulheres para disputar as eleições municipais. As pessoas não são avessar a votar em mulheres. Há muita liderança mulher muito boa. Elas precisam ser integradas e preparadas para a vida partidária. Mulheres e homens têm insegurança para disputar uma eleição, como exercer um mandato e contribuir positivamente.

IH – As audiências públicas, quando os cidadãos têm a oportunidade de participar mais diretamente de decisões que vão afetar suas vidas, são uma tristeza em termos de presença popular. Como melhorar isso?

DB – Temos um projeto de dar cada ve mais transparência ao que está sendo feito. Temos as sessões transmitidas ao vivo pela TV e pelas redes sociais. Será montada uma estrutura para implantação da TV Câmara Municipal já para 2024. Vamos dar mais divulgação a todas as ações da Câmara, tanto de projetos, ações, eventos e também das audiências.

IH – As mídias sociais acabaram com o corpo a corpo entre a classe política e a população?

DB – Não. As redes sociais são fundamentais para uma candidatura. Nõ tem como disputar uma eleição sem redes sociais estruturadas. Até porque as pessoas vivem com o celular na mão e acompanham o trabalho e a vida das pessoas através das redes sociais. Eu, David, gosto do corpo a corpo. fazer visitas, conversar.

IH Voltando à questão da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. Houve um embate, acusações, e o presidente da entidade, Emerson Ricardo Netto, não atendeu o convite da Câmara Municipal para dar uma série de explicações sobre atendimento, gastos e gestão. Este ano, já foi. Quais os desdobramentos esperados para 2024?

DB – Nós temos a questão das contas da Santa Casa de 2015 a 2019 que foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Nós vamos fazer um trabalho de investigação. O provedor enviou uma cópia do processo para obter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, mais nada. Nossa equipe jurídica está elaborando uma ação judicial para receber todas as respostas. Então teremos uma prorrogação da CPI até obter os resultados que serão mostrados à população.

IH – E as outras prioridades que os vereadores precisam definir no sentido de criar melhores condições para a população?

DB – Os vereadores têm áreas específicas de atuação, como meio ambiente, há os que são ligados à igreja católica, os que têm ligação com a igreja evangélica, outros atuam nas questões sociais, para a área rural, educação, segmento médico, mulheres. Cada um tem seu grupo, sua representação. Eu não quero julgar o projeto de cada um. Todos buscam fazer um bom trabalho. A avaliação hoje da atuação dos vereadores, com base numa pesquisa, é muito boa.

IH – Tem uma pesquisa?

DB – Eu monitoro a cidade. As pesquisas eram feitas de seis em seis meses. A última saiu em 17 de novembro, tem 330 páginas com cruzamento de informações de todas as áreas, avaliação de governo, aprovação do prefeito, cada secretaria, vereadores mais atuantes, confronto de candidaturas.

IH – Os vereadores têm acesso a esses dados? Os custo é bancado pela Câmara Municipal?

DB – Não para as duasperguntas. A iniciativa é minha, pessoal. E a Câmara não pode usar dinheiro público para fazer esse tipo de pesquisa.

IH – Qual empresa realiza o trabalho?

DB – Nâo posso falar.

IH – O balanço sobre o trabalho realizado este ano é positivo?

DB – Muito positivo. Conseguimos uma renovação muito grande na área administrativa. Contratamos pessoas qualificadas, implantamos cursos, montamos uma nova estrutura. Teremos concurso público com nove vagas para seis áreas: duas vagas de assistente administrstivo, uma vaga de auxiliar de Recursos Humanos, duas vagas de jornalista, duas de analista administrativo, uma de controle interno e uma de agente e zeladoria. O concurso está em fase de elaboração e as vagas têm de ser preenchidas até 5 de abril, por conta da legislação eleitoral. Também estamos providenciando o sistema de automação, a reforma do plenário, um sistema de ilunação novo para o Teatro Ralino Zamboto, que é gerido pela Câmara. Quando há um evento externo, a cessão do teatro tem de ser intermediada por uma entidade social do município que recebe uma verba da produtora do evento.

Quero desejar um feliz Natal e um feliz Ano Novo a todos os leitores do jornal Itatiba Hoje. Que seja um ano incrível para todo mundo, com muita saúde e que Deus vai abençoar sempre.

Foto: Augusto Schiosi/CMI

Oposição diz fazer sua parte para melhorar a cidade e não simplesmente se opor

Por Cid Barboza

As votações na Câmara Municipal de Itatiba na imensa maioria das vezes terminam com aprovação de projetos por unanimidade. Mas, quando a iniciativa parte do Poder Executivo, sempre há algum questionamento por parte da oposição, representada pelos dois vereadores do PDT (Partido Democrático Trabalhista).

A vereadora Luciana Bernardo afirma que ser oposição não é um trabalho fácil porque tem uma responsabilidade muito grande de fiscalizar o município, cobrar com base nas demandas da população. “Eu sou uma oposição propositiva, que quer que as coisas deem certo. Nosso mandato é participativo. As demandas que trago para a Câmara são demandas que a própria população participa. Hoje, os maiores pedidos são com relação à limpeza, barros com muito mato. Tem a empresa SOMA que deixa a desejar no recolhimento de lixo comum, reciclável e operação Cata Bugiganga. E também a questão do transporte público. Tivemos uma reunião muito importante com a TCI (Transporte Coletivo de Itatiba). Eles vão estudar e implementar as demandas, por exemplo, do Bairro Horizonte Azul por conta de problemas nos horários dos ônibus. Uma demanda do Bairro Cruzeiro e outra do Ravena onde não há ônibus para os trabalhadores”. A vereadora afirma manter um bom diálogo com a prefeitura, mas nas questões de zeladoria ela cobra mais fiscalização sobre os contratos com as prestadoras de serviço.

O contato direto com a população tem sido uma experiência que Luciana Bernardo percebe como gratificante. Ela iniciou uma experiência de gabinete itinerante, atualmente na Praça da Cadeia, onde tem oportunidade de conversar com pessoas de todos os bairros. “O Executivo está cuidando do Centro, mas as pessoas que trabalham no Centro moram nos bairros e estes não podem ser esquecidos”.

O vereador Igor Hungaro (PDT) considera que 2023 foi um ano de muitos debates sobre a cidade e seus problemas, mas avalia que os avanços deixaram a desejar, principalmente na saúde pública, setor com queixas de falta de exames, de consultas, demora na marcação de consultas, espera de às vezes sete horas para atendimento na UPA, falta de médicos especialistas. Quanto à zeladoria, ele critica o serviço de limpeza.

Igor Hungaro traz à conversa o tema das obras abandonadas. “Posso citar a Clínica Veterinária Municipal, que está abandonada há três anos, a creche do Santa Cruz que poderia atender até 120 crianças. No Centro Municipal de Educação Infantil Suzelei Marli Marques Matteuzzo, no bairro do Engenho, um muro caiu em março e até agora não foi refeito. Enquanto isso, prefeito comprou um casarão na Praça da Bandeira em setembro de 2022, pagou R$ 2 milhões e o prédio está sem destinação. A prefeitura está pagando R$ 9,5 mil de aluguel no prédio onde funcionava a Árbore Engenharia, no Santo Antonio, cujo contrato foi assinado em maio deste ano e até agora não está sendo utilizado”.

O vereador entende que o prefeito tem uma base consolidada na Câmara Municipal e admite que isso faz parte do processo político. Mas faz a ressalva de que esse apoio fiel e irrestrito é ruim para a democracia. “É importante a oposição. É importante ter opiniões divergentes. É assim que a gente constrói uma sociedade melhor, mais fraterna, mais humana, mais justa. O chefe do Executivo não pode ser aclamado, bajulado. A Câmara não pode ser mero despachante do Executivo. Tem de ser autônoma, forte, diligente, protagonista no processo democrático”.

Aprova, mas não implanta

O vereador Duguaca (Cidadania), apesar de ter uma postura cordial para com os colegas, ele diz preferir o trabalho de campo junto à periferia, com destaque para o bairro San Francisco onde mantém base eleitoral. Ele demonstra desencanto quanto à execução de projetos aprovados de sua autoria.

“Dos projetos que apresentei, por enquanto apenas um foi efetivamente implantado. Trata-se da faixa de segurança para motoboys, que, a bem da verdade, foi implantada apenas num ponto da cidade, na Avenida Marechal Castelo Brando na altura da Avenida Expedicionários Brasileiros. Outras iniciativas importantes como o projeto de apoio aos acumuladores, que dá apoio também aos familiares e vizinhos; o que prevê a troca da areia das áreas de parques, escolas e creches de seis em seis meses; o que trata da realização de exames médicos preventivos para crianças interessadas em iniciar prática de esportes; e tem ainda o Programa Um Sorriso de Esperança, que autoriza o Poder Executivo Municipal a adquirir e doar próteses dentárias para pessoas em situação de vulnerabilidade, garantindo-lhes acesso a esse cuidado de saúde essencial. As próteses têm o objetivo de repor dentes faltantes, restaurando funções orais e a autoestima”.

Por Lívia Martins e Cid Barboza – Fotos: Augusto Schiosi/CMI e Arquivo Pessoal