Foco
Você já ouviu falar da célebre obra A Divina Comédia de Dante Alighieri? É um poema épico marcado por uma figura que mora no consciente popular: os “andares” pelos quais viaja o personagem principal: o inferno, o purgatório e o paraíso.
Esta obra foi reinterpretada diversas vezes desde a sua concepção em meados do século XIV, mas foi mais recentemente que uma música, de mesmo nome, trouxe uma nova luz a situações atuais.
A Divina Comédia, desta vez de Fábio Brazza, vem ganhando a internet nesse período entre turnos da eleição de 2022. Entre muitas denúncias sociais, ela traz uma análise sobre a história de Jesus Cristo e o que aconteceria se, como prega a crença cristã, ele voltasse nos dias de hoje.
É realmente muito interessante (para não falar incoerente e hipócrita) pensar que o personagem Jesus, descrito na bíblia, que andou na companhia de pobres e leprosos, ajudou (e não julgou) prostitutas, e perdoou ladrões em seu momento de crucificação, tem seu nome utilizado por seguidores “fiéis” que se auto intitulam “cidadãos de bem” e que defendem que “bandido bom, é bandido morto”.
Não consigo acreditar que alguém, que realmente siga os passos de Jesus, pense tudo isso. Muito provavelmente, quem diz e defende essas atrocidades, não é cristão de verdade, ou simplesmente faltou às aulas dominicais de catequese onde a matéria era compaixão e amor ao próximo.
Bem, sem mais delongas, vou colocar um trechinho da música aqui para você.
“Querido Jesus, desculpe Te escrever esta carta
E atrapalhar o Seu sono eterno
Mas é que aqui embaixo, a galera já está farta
Olhando pro céu, se perguntando se esse não é inferno
Você que dividiu o pão
Perdoou ladrão, andou com excluídos, prostitutas e outros perseguidos
Se voltasse, ia ser de novo crucificado
Acusado de comunista e defensor de bandidos
Cuidado, se for voltar, melhor armado
Que a delação continua premiada e tem Judas pra todo lado
O poder ainda tá na mão dos fariseus
E melhor que ser filho de Deus, é ser filho de deputado”
Agora te faço um convite: que tal pensar na mensagem de amor, aplicá-la no dia a dia e garantir que ninguém mais seja crucificado?
Fica aí a dica!
Por Lívia Martins/Itatiba Hoje – Foto: Vaishakh Pillai/Unsplash

