Crianças desafiadoras ou teimosas? Entenda o TOD (Transtorno Opositor Desafiador)
Você conhece alguma criança que discute por qualquer coisa? Ou que seja extremamente desafiadora ou teimosa?
É muito comum que as crianças passem por várias fases, mas muitas vezes, esse comportamento não é apenas um traço da personalidade, e sim sintomas de TOD (Transtorno Opositor Desafiador).
O TOD é um transtorno que ocorre na infância e adolescência e provoca atitudes como comportamento desafiador e impulsivo, dificuldade de lidar com frustrações, teimosia, entre outros. Esse transtorno é mais comum em crianças a partir dos 6 anos de idade, mas também pode ser diagnosticado em crianças mais velhas ou adolescentes.

A criança com TOD tem a característica de desafiar ativamente os adultos que possuem posição de autoridade sobre ela (pai, mãe, professores, etc) e se recusar a obedecer às solicitações ou regras. Sua ligação com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) é frequente, aproximadamente 50% dos casos das crianças com TOD tem também TDAH.
Os principais sintomas do Transtorno Opositor Desafiador são a ansiedade, irritabilidade, comportamento agressivo, provocar e desafiar adultos, desafiar regras, dificuldade em controlar as emoções, frustração ao ser repreendido, reagir com birra ou agressividade.
O Transtorno Opositor Desafiador leva a criança a ter reações agressivas e sem controle emocional. Sendo assim, essas crianças costumam ser discriminadas, perdem oportunidades e não conseguem criar laços de amizade. Também é muito comum elas sofrerem bullying, devido ao seu comportamento difícil. E tudo isso acaba afetando diretamente seu aprendizado escolar.
O diagnóstico do transtorno é feito por um neurologista infantil e a criança precisará de tratamento multidisciplinar como psiquiatra, psicólogo e psicopedagogo. Porém não se esqueça que o TOD é um transtorno do neurodesenvolvimento e não deve ser confundido com rebeldia.
A participação da família no processo do tratamento da criança com TOD é fundamental para que esse tratamento venha a ser bem sucedido. A família precisa ter um bom diálogo com a criança, dar bons exemplos, agir sempre com paciência, explicar o motivo das ordens dadas sempre de forma clara e objetiva.
Elogie sempre o que o pequeno fizer de bom, assuma a postura de autoridade, porém sem ser autoritário.
Seja amigo da sua criança, mostre que ela pode confiar em você e que você a ama e respeita independente da situação ou do momento que ela esteja vivendo. Tenham momentos bons e marcantes juntos, esses momentos irão fortalecer os vínculos afetivos, o que ajudará a obter bons resultados no tratamento da criança.

Por Néia Rocha, pedagoga e psicopedagoga – Fotos: Divulgação e FreePik

