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Crianças com dificuldade em matemática? Saiba como ajudá-las

A matemática é, sem dúvida, uma das matérias que as crianças menos gostam. Geralmente, considerada a matéria mais difícil do ambiente escolar e até considerada também desnecessária por muitos estudantes. A Matemática é responsável por muitas notas baixas nos boletins e por grande resistência por parte dos alunos na hora de realizar as tarefas escolares.

Mas a matéria também é uma das mais importantes e mais utilizadas no nosso dia a dia. Usamos nossos conhecimentos matemáticos no cotidiano sem nem perceber, por exemplo para fazer um bolo, é necessário medir e, muitas vezes, fazer um cálculo aproximado da quantidade de ingredientes que vamos utilizar, ou quando vamos comprar um produto que está com desconto, e até pagar algo com juros, também serão necessários nossos conhecimentos matemáticos. Usamos a matemática por diversas vezes em um único dia.

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Entretanto, ela não precisa ser esse bicho-papão que muitos acham, na realidade, estudar matemática pode até ser muito divertido e interessante quando você entende as aplicações que ele tem no nosso dia a dia.

Porém, a dificuldade em matemática é algo conhecido da maioria das pessoas, principalmente das crianças e por muitas vezes essa dificuldade vai além das oportunidades educacionais. Muitas crianças apresentam dificuldades matemáticas que, mesmo com atenção, didática adequada e incentivos, essa dificuldade permanece, trazendo para o aluno problemas como baixa autoestima, timidez, passividade e até mesmo bullying.

A discalculia é um transtorno específico da aprendizagem, de origem neurobiológica e caracterizada por dificuldades na correta aquisição das habilidades matemáticas. Em outras palavras, trata-se de uma deficiência em uma rede específica do cérebro, que faz com que a ativação seja menos precisa. Como resultado, ela provoca uma dificuldade para aprender, raciocinar, memorizar e refletir sobre os números.

São as dificuldades mais comuns da discalculia: incompreensão do significado dos números; lentidão no aprendizado ou realização da contagem; não conseguir relacionar o número com a palavra e o seu som (por exemplo: o número 1 com a palavra “um”); dificuldade para compreender conceitos como maior ou menor, curto e longo, alto e baixo; inaptidão ou pouca habilidade para entender e desenvolver o raciocínio lógico; muita dificuldade para memorizar números e sequências ou passo a passo de uma operação matemática; dificuldade em compreender sinais das operações básicas ( adição, subtração, divisão e multiplicação), fórmulas, proporções, quantidade ou medidas; não conseguir realizar cálculos mentais e pouca noção de tempo e espaço.

A discalculia, por ser uma defasagem do neurodesenvolvimento, não tem cura. Mas possui acompanhamentos, que podem ser psicológicos, psicopedagógicos e neurológicos, tais acompanhamentos podem ajudar a melhorar esse quadro e consequentemente, a vida escolar da criança.

Tenha em mente que as dificuldades podem ficar mais leves se a criança recebe acolhimento e ajuda para aprender, principalmente dos familiares, porém é um processo que exige paciência, esforço e disponibilidade. Dessa maneira, a criança poderá ser capacitada para enfrenar os seus próprios desafios.

Néia Rocha, pedagoga e psicopedagoga – Foto: Divulgação

Por Néia Rocha, pedagoga e psicopedagoga – Fotos: Divulgação