Educação

Como a autoestima afeta o aprendizado

A autoestima é a imagem que cada um tem de si mesmo, é a condição de quem se valoriza e está feliz com o seu modo de ser, se expressar e viver, portanto, transmite confiança em suas ações e decisões.

Ninguém nasce com autoestima pronta, ela vai sendo construída ao longo da vida, e começa logo nos primeiros anos, nas primeiras relações: no ambiente familiar, nos modelos educativos, nas mensagens que os pais transmitem, direta e indiretamente aos filhos e também nas expectativas que os adultos colocam nas crianças e como reagem a essas expectativas. É neste contexto de conhecimento mutuo, atenção, amor e interação pais-filhos, que a criança começa a se conhecer, a sentir competente e bem consigo mesma.

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Porém, da mesma forma que as crianças podem desenvolver uma autoestima elevada, podem também, dependendo do meio que as cercam, manifestar uma baixa autoestima. São sintomas de que a criança está com baixa autoestima: se a criança chora por qualquer coisa, possui grande necessidade de vencer, tenta chamar a atenção o tempo todo, trapaceia em jogos para ganhar, arranja desculpas para tudo, tem medo de experimentar coisas novas, esta sempre na defensiva, é retraído ou tímido demais, tenta sempre culpar os outros e sente-se incapaz de tomar decisões ou fazer escolhas.

A autoestima tem grande influencia no desenvolvimento da criança em todos os sentidos, inclusive no intelectual, e pode tanto estimular e aumentar o processo de desenvolvimento da aprendizagem como diminui-lo. Quando falamos de baixa autoestima no ambiente escolar, falamos em sua interferência na vida da criança de várias maneiras: o desenvolvimento escolar é afetado por aspectos cognitivos, ou seja, de aprendizado; pode ser afetado também de formas relacionais, ou seja, que interfere na interação com os amigos da turma ou até nas emocionais, pois a criança se sente menos capaz que as outras crianças e no âmbito das emoções, a autoestima apresenta papel essencial na aprendizagem. Assim, se a criança se sentir aceita e valorizada, construirá sua autoestima de forma saudável, e terá maior confiança em si mesma em todos os aspectos da vida, inclusive no aprendizado e ambiente escolar.

Elogiem seus filhos, reconheçam seus esforços e demonstrem de alguma forma atenção sobre determinada conquista da criança. Dessa forma ela se sentirá segura e confiante, desenvolvendo assim uma autoestima saudável.

Néia Rocha, pedagoga e psicopedagoga – Foto: Divulgação

Por Néia Rocha, pedagoga e psicopedagoga – Fotos: Divulgação