Estágio surge como primeiro passo ao mercado de trabalho do novo profissional
Instituições especializadas atuam para buscar as vagas com empresas
Conseguir uma vaga de estágio é passo importantíssimo para a jornada no mercado de trabalho. Existem instituições especializadas em juntar as pontas soltas entre interessados em vagas e empresas. A gerente de recrutamento e seleção do Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios, Helenice Resende, recomenda aos candidatos que exibam atitudes de iniciativa e disposição colaborativa. O estágio tem a característica de ajudar o estudante a definir afinal para qual área pretende direcionar a carreira. É nessa fase que dúvidas podem ser esclarecidas e as correções de rumo ainda são possíveis de modo a evitar desperdício de tempo e talento.

Helenice Resende ensina que cursos extracurriculares têm peso importante na hora da seleção de estagiários. Aqueles que ostentam certificados próximos à área das vagas oferecidas funcionam como a chave certa na fechadura.
Questionada sobre como as empresas encaram a grande oferta de cursos gratuitos não presenciais e a eficiência dos mesmos, a gerente acredita que estão em curso mudanças que não terão volta no sistema ensino aprendizado. Aí, vale a percepção do candidato na hora da escolha. Além disso, os processos seletivos para estágio têm levado cada vez mais em conta as competências comportamentais.
A capacidade de relacionamento interpessoal e desenvoltura no trabalho em equipe, por exemplo, são positivas para as áreas comercial e de marketing. Para a turma que busca atuar em TI (Tecnologia da Informação) o diferencial é o interesse na análise de dados e sistemas de comunicação.

Segundo idioma
O conceito de mundo globalizado não é lugar comum. É realidade. Por isso, dominar um segundo idioma se tornou quesito de desempate na disputa por estágio. O inglês ainda não foi desbancado como idioma universal no mundo dos negócios e da tecnologia. No entanto, novas perspectivas se abrem quando o conhecimento é direcionado para a origem geográfica das empresas. Dessa forma, a escolha de aprendizado pode, sim, ser direcionada a um determinado projeto, principalmente quando o sonho de ter experiências fora do país é cada vez mais recorrente entre os jovens.
“A certificação formal, o diploma de cursos de idioma, ainda prevalecem, mas há também reconhecimento quando o conhecimento é demonstrado de forma prática, com aprendizado mediante esforço pessoal no uso de ferramentas disponíveis na internet ou convívio social com outras culturas, por exemplo. Uma boa nota nos testes elimina possíveis desconfianças”, pondera Helenice Resende.

Aprendizado complementar e diversidade
Seja em nível normal, técnico ou superior, as empresas oferecem aos estagiários oportunidades de complementar os conhecimentos preenchendo lacunas que ficaram nas salas de aula. E a busca por essas oportunidades só faz crescer. O Nube é reflexo claro desse mercado. A organização existe há 26 anos, atende a 15 mil empresas, mantém convênio com 22 mil instituições de ensino e abriga quase 7 milhões de currículos.
O tempo de entregar currículo e ficar guardando resposta vai ficando para trás. Helenice Resende reforça que “Existem mais candidatos do que vagas. A busca ativa por uma colocação tem de ser contínua. Outra dica é manter o currículo atualizado, com a inclusão imediata de cursos e persistente pesquisa das possibilidades”.
Outro ponto que vem despertando a atenção das empresas é a inclusão. Programas de seleções diferenciadas para o público LGBTQIA+ estão se tornando cada vez mais comuns. O mesmo vale para as políticas de reparação visando as comunidades, negra e indígena. É consenso que esses grupos foram deixados para trás ao longo do desenvolvimento social, educacional, político e econômico do Brasil. Também se nota um movimento voltado às pessoas 50+ em busca de retorno ao mercado de trabalho ou em fase de transição de carreira.
O país começa a estagiar numa área em que a maioria das nações desenvolvidas está muito mais evoluída.

Com 59 anos de atuação CIEE faz a intermediação dos estagiários com as empresas
O CIEE – Centro de Integração Empresa Escola – é uma instituição fortíssima na intermediação entre candidatos e empresas. São 59 anos de atuação impulsionando a vida de estudantes de ensino médio, técnico e superior, de 14 a 24 anos. Um serviço totalmente gratuito.
Uma lei criada em 2000 estabelece que toda empresa de médio ou grande porte deve ter de 5% a 15% de seus funcionários jovens aprendizes. Em troca recebem benefícios fiscais, como isenção das verbas rescisórias ao término do contrato e FGTS de 2%.
O site da organização crava a existência de 3 mil vagas de estágio e aprendizagem no interior do Estado de São Paulo.
Existe uma unidade CIEE-Itatiba. A inscrição é gratuita. Basta entrar no site https://portal.ciee.org.br/ e seguir os passos indicados para preencher o formulário.
Outra possibilidade de contato é o 0800-771-2433. Mas aí requer grande paciência. A procura é grande.
Por Cid Barboza – Fotos: Divulgação

