Do jaleco ao coração: A conexão entre pai e filho que escolheram cuidar de pessoas
Unidos pela medicina e pelo amor à gastroenterologia, Marco e Marcos Andreatta compartilham não só a profissão, mas também o orgulho de atuar juntos em Itatiba
No consultório, um escuta o outro com atenção, mesmo depois de anos de estrada. Afinal, quando a medicina é parte da identidade da família, os vínculos ultrapassam os laços de sangue. Eles são feitos também de admiração mútua, aprendizado diário e um propósito comum: cuidar do próximo.

O gastroenterologista Marco Antônio Andreatta viu o filho Marcos Franco Stradiotto Andreatta trilhar os mesmos caminhos profissionais que ele percorreu com tanto amor e dedicação. “Primeiro, foi muito bom ver que ele seguiu a carreira médica. Depois, me deu outra felicidade: escolher a mesma especialidade, sem nenhuma pressão minha”, conta Marco. “Ele foi se apaixonando pela gastro durante a faculdade e na residência, na Beneficência Portuguesa. Isso me deixou muito feliz.”
Marcos, o filho, reconhece que a influência do pai foi mais sutil, mas poderosa: “Durante muito tempo, eu disse que não tinha influenciado. Mas, quando se cresce vendo um pai médico, honrado, grato pela profissão, isso marca. Meu pai sempre me incentivou em qualquer escolha — inclusive quando comecei Relações Internacionais antes da Medicina. Ele nunca me obrigou a nada. Sempre respeitou o meu tempo.”
Hoje, os dois dividem a rotina na Clínica Andreatta, tradicional em Itatiba, referência na área de gastroenterologia. Embora nem sempre atuem lado a lado nos procedimentos, estão constantemente em troca: um ajudando o outro, discutindo casos, compartilhando aprendizados. “Recorro muito a ele. Está mais afiado, frequenta congressos internacionais, tem um patamar profissional muito elevado. Me dá orgulho ver as condutas que ele toma, a trajetória ascendente que construiu. É como comparar um teco-teco com um A380. Ele está voando alto”, afirma o pai, orgulhoso.
Força da conexão
Para o filho Marcos, os momentos mais marcantes são justamente essas trocas do cotidiano: “Quando discutimos casos, um sempre tenta ajudar o outro. Isso é muito especial. Não consigo citar um único momento, porque são vários, pequenos, que mostram a força dessa conexão.”
E como é dividir a profissão com alguém da própria família? Os dois concordam que é uma experiência única. “Além de um orgulho imenso, é a certeza de que a missão continua. Que vamos continuar ajudando as pessoas que confiam em nosso trabalho”, diz Marco. “É uma convivência rica, inspiradora”, completa o filho.
Neste Dia dos Pais, a família Andreatta nos lembra que seguir os passos de alguém não é apenas repetir caminhos. É caminhar junto, com respeito, propósito e amor.
Por Camila de Magalhães/Itatiba Hoje – Foto: Acervo pessoal

