Na zona do meretrício, não há virgens! E começa a corrida para herança dos votos de Bolsonaro
Começamos nossa coluna de hoje com uma frase famosa que serve como paradigma na política brasileira. Em 2016 Alf Cunha escreveu em seu blog: “Se você achar uma virgem na zona, eu voto nela para presidente” em alusão às gravações efetuadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado e transmitidas exaustivamente pela imprensa.

O quadro político vai tomando novos rumos. Em outra frase famosa, essa atribuída Magalhães Pinto – “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. Exatamente assim. Após a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que deixou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível por 8 anos, tudo mudará, trazendo reflexos diretos às eleições municipais de 2024 e, sendo assim, Itatiba não ficará inerte neste caminho.
O que pretendemos dizer é muito simples. Vamos ao comparativo, no segundo turno das eleições de 2022 para presidente da República, Bolsonaro venceu na cidade com uma margem expressiva de votos, foram 43.044 votos, o equivalente a 66,59% do total da cidade. Já Lula (PT) foi a escolha de 33,41% dos eleitores e recebeu 21.593 votos.
Jair Bolsonaro teve mais número de votos que no primeiro turno, quando recebeu 37.409 (58,10%). Lula recebeu mais número de votos que no outro pleito, em que registrou 19.338 votos, o equivalente a 30,03%.
Dessa maneira, se avaliarmos os possíveis pré-candidatos à prefeitura de Itatiba no próximo ano, podemos estimar que muitos ainda tentarão buscar esse universo bolsonarista. Cabe lembrar que os dois últimos prefeitos (Douglas Augusto e Thomás Capeletto), ainda pertencem a partidos de centro-esquerda (PDT e PSDB respectivamente), ou seja, “tal régua” (esquerda ou direta) parece irrelevante, ao menos no pleito municipal ao Executivo.
Falando em eleições do ano que vem, o atual prefeito ainda não se manifestou sobre eventual reeleição (Tarcísio de Freitas, por exemplo, com apenas 6 meses de mandato já se posicionou nesse sentido). Opinamos que prefeito vai tentar a reeleição. A dúvida segue: por qual partido? O PSDB, partido de centro-esquerda (vide na coluna a aliança do PSB com o prefeito), portanto, não é oposição ao governo Lula, afirma ser independente. A pergunta que se mantém é: qual será o destino partidário de Thomás a partir de setembro quando já terá ocorrido a troca do diretório do PSDB? Seu mentor, Luiz Fernando (prefeito de Jundiaí), saiu do PSDB e foi para o PL. O acordo entre Luiz Fernando e Roberto Carneiro (presidente estadual do Republicanos) é que os prefeitos e vice-prefeitos “do grupo do Luiz” seriam divididos entre o PSD (que segue indefinido na cidade), Republicanos e o PL.
O legado de Bolsonaro, ou dos seus votos, fará, com certeza, uma busca pela direta (ou centro-direita), o que também apontamos numa possível troca de legenda do ex-prefeito Douglas Augusto (PDT). Outros nomes que podem buscar votos dessa ala bolsonarista se realmente se declararem pré-candidatos, seriam Fernando Perobelli (ainda presidente do PTB, mas com possibilidades de mudança para o PSD). Coronel Frederico já está no Republicanos. Não podemos esquecer do Dr. Parisotto (PSD) e do presidente da Câmara Municipal, o vereador David Bueno (Solidariedade).
Ainda falando em Bolsonaro, ele tem declarado que está na UTI, mas ainda não morreu. E também que será um cabo eleitoral de luxo se deixarem e quiserem. Mas já adiantou que vai em busca de fazer o maior número de prefeitos por todo o Brasil. Assim, pode haver ainda investidas em Itatiba. Aguardemos!
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Por Alberto Gongalves/Itatiba – Ilustração: Emerson Ferreira da Silva

