Cidade

Comerciantes aguardam revitalização do Centro com expectativa para melhoria dos negócios

Obras na região central seguem e devem terminar por completo no final do ano

As obras de revitalização da região central de Itatiba avançam sob os olhares atentos do comércio. Iniciado em maio pela Secretaria de Obras e Serviços Públicos, o projeto integra o programa Avança Itatiba, menina dos olhos da Prefeitura em se tratando de mobilidade urbana e infraestrutura.

Foto: Tatiana R. Petti/PMI

Áreas entregues

Os comerciantes das ruas Marechal Deodoro e Rui Barbosa já vivenciam as primeiras impressões com o fim das obras. Na Papelaria e Presentes Calisto clientes entravam e saiam indicando melhora das vendas. Daniel Calisto diz que as obras de alargamento de calçada e instalação de bueiros, entre outras melhorias, demoraram um pouco mais do que o esperado. Mesmo assim considera que haverá ganho para os negócios, principalmente se a chegada das chuvas comprovar a eficiência do trabalho realizado.

Na mesma rua, o pessoal da Espaço Livre Uniformes e Dona Lua Pijamas lamenta que o movimento ainda está abaixo do período anterior às obras e lembra que a movimentação de máquinas e homens continua nas ruas próximas, o que inibe a circulação de pessoas.

Foto: Cid Barboza

Final em dezembro?

A região central vai continuar nesse ritmo provavelmente até o final do ano, que está logo aí. As obras têm de chegar até a Praça da Bandeira e entorno. O Avança Itatiba alardeia mais acessibilidade, calçadas padronizadas com, no mínimo, 1,70m, arborização, medidas contra enchentes e outras melhorias. O prefeito Thomás Capeletto (PSDB) bate insistentemente na tecla de que há mais de um século o centro da cidade não recebia tantas benesses. Mas é bom lembrar que o cronograma está sujeito a alterações.

Há um telefone disponível para os interessados em esclarecer dúvidas e obter orientações: 3183-0760.

Foto: Cid Barboza

Trechos em trabalho

No momento, os trabalhos estão concentrados em trechos das ruas Quintino Bocaiúva, Camilo Pires, Rangel Pestana e Francisco Glicério.

Na loja Móveis Castro na Rua Camilo Pires, encontramos Ketly Franco, funcionária há dez anos. Não havia clientes no momento e ela confirmou uma queda sensível no movimento desde a interdição da rua na terça-feira, 27 de julho, mas a expectativa é de que a revitalização traga benefícios mais para à frente. A loja é uma das mais tradicionais da cidade e a tendência é que recupere o movimento assim que a bagunça terminar, acredita Ketly.

Foto: Cid Barboza

Otimismo apreensivo

Quem sobe a Rua Comendador Franco a partir da Marechal Deodoro não pode virar à esquerda na Rua Camilo Pires onde, no primeiro quarteirão funcionam seis lojas de roupas, calçados e uma lanchonete. Todos receberam a interdição resignados. “Que melhore”, disse o proprietário da Marajá Calçados, olhando para a loja onde apenas funcionárias estão circulando à espera de clientes.

Camila Mariano, da Jeans&Cia, está preocupada. “Espero que venham boas consequências. Se durar um, dois meses…Poeira nos manequins e nas roupas… É difícil controlar isso. Espero sobreviver”. Ela também tem esperança de que as tubulações implantadas acabem com os alagamentos em dias de chuva.

Na Komedoria, a queda no movimento é de 50%, entregam a funcionárias Daiana e Rita, que reclamam de terem ficado mais de uma semana sem conexão com s internet porque os fios foram derrubados em duas ocasiões por caminhões da Jofegê. Mesmo assim comemoram uma futura valorização do ponto quando as obras estiverem concluídas.

Foto: Cid Barboza

Comunicação fora do ponto

O fechamento temporário do Terminal de Ônibus Central na Rua Quintino Bocaiúva.. pegou muita gente de surpresa. As interdições no entorno inviabilizam o acesso ao Terminal. As linhas foram transferidas para dois locais na Avenida Campos Salles, na altura dos números 308 e 520. A chiadeira foi grande nos primeiros dias. A reportagem encontrou Andressa Oliveira e Taiane Maria bravas no ponto na altura do 308 da Campos Salles. A primeira precisava ir ao Bairro do Porto e a segunda seguia para o trabalho no Beija Flor. Ambas cobraram uma campanha de esclarecimento sobre as mudanças. Apoiado num par de muletas, Gildo Antonio de Andrade, 70, esperava ônibus para o Caminho do Sol e disse também não ter visto qualquer aviso sobre as alterações. Também flagramos várias pessoas sentadas aguardando ônibus no Terminal desativado no Paço Municipal. Quando avisadas de que os ônibus não estavam indo até lá, demonstravam espanto.

Foto: Tatiana R. Petti/PMI

A TCI sugere outros pontos de embarque e desembarque, como o Pabreu Mall. Passageiros com destino aos bairros Novo Horizonte, Abramo Delforno e da Ponte podem utilizar o terminal na Rua Comendador Franco.

Por Cid Barboza – Fotos: Cid Barboza e Tatiana R. Petti/PMI