Não acredite em tudo o que te falam: mitos e verdades sobre a eleição
A cada eleição, um bombardeio de informações falsas e já refutadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chega até o eleitor pelos diversos meios de comunicação existentes atualmente. Por isso, é necessário saber o que é fato ou boato por meio de fontes seguras. Para começar, é importante entender que os votos em branco e os nulos não possuem valor algum. Eles são descartados do processo de apuração e considerados apenas como estatística.
Regra
Vale lembrar que a Constituição brasileira estabelece as “regras do jogo”. E nela está escrito que o candidato eleito é aquele que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os em branco e os nulos, que são considerados inválidos. Portanto, apenas os votos válidos, aqueles destinados a um candidato ou a um partido, entram na contagem.
Boato
Um dos principais mitos do processo eleitoral se refere a uma suposta interferência dos votos em branco e dos nulos no resultado da eleição. Como são considerados inválidos, esses votos em nada interferem, tampouco beneficiam quaisquer candidatos. Isso não passa de um boato.
Mais um mito
Se a maioria dos eleitores anular o voto ou votar em branco, a eleição inteira deve ser anulada? A resposta é não. Muitos já receberam essa falsa informação, porém apenas os votos válidos são considerados no pleito.
Preste atenção
Todos esses falsos conteúdos já foram desmentidos várias vezes pelo TSE, por outros órgãos da Justiça Eleitoral e por veículos de comunicação de credibilidade, além de agências de checagem. Por isso, para votar consciente, não caia na desinformação e consulte fontes confiáveis.
Processo eleitoral é seguro, afirma pesquisa
Um artigo publicado no início deste mês na revista científica Forensic Science International mostrou evidências que descartam fraude nas eleições presidenciais de 2018 no Brasil. O estudo apontou alto nível de confiança no processo eleitoral brasileiro.
Cinco testes de detecção de fraude eleitoral foram usados para examinar as Eleições Gerais de 2018. O estudo realizou as análises a partir de suspeitas infundadas sobre a integridade do sistema de contagem de votos do país, jamais amparadas por provas apresentadas.
Os pesquisadores estudaram a integridade do sistema de contagem de votos no Brasil, com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para avaliar a apuração de votos por meio de cinco técnicas normalmente usadas para detectar supostas fraudes.
No final do artigo, há a informação categórica de que não foram encontradas evidências de irregularidades no processo eleitoral. “Todos os parâmetros observados estão dentro da expectativa teórica de contagem justa de votos. Essas inferências permanecem robustas para os dois turnos da eleição e para vários tipos de ferramentas de detecção”, mostra o estudo.
Por Lívia Martins/Com informações do portal do TSE – Foto: Heinz Schmitz/Pixabay

