Sexualidade na Terceira Idade é tema de palestra em Itatiba e reúne 120 pessoas
O projeto Vivências 50+ capitaneado pelo Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura de Itatiba promoveu a palestra “Sexualidade na Terceira Idade”, com apresentação do médico Carlos Alberto Santiago, colaborador do FSS, que classificou o evento como “um bate-papo descontraído, mas sério”. Para ele, é preciso estar preparado para a “adolescência geriátrica” já a partir dos 40 anos. E comparou com uma estada num deserto, lembrando que buscar conhecimento a respeito do lugar, levar equipamentos e roupas adequadas são atitudes decisivas para se ter uma experiência maravilhosa ou aterrorizante, seja no deserto do Atacama, no Chile, ou do Saara, no norte da África. As paisagens são muito diferentes, mas ambas requerem sabedoria para que sejam enfrentadas.

A conversa também girou pelos temas autoestima, capacidade de seduzir, higiene e controle de doenças crônicas e degenerativas. Essas, de acordo com o palestrante, são bases para alcançar relacionamentos leves, prazerosos.
A plateia de 120 pessoas tinha apenas 11 homens. As mulheres ainda são as mais preocupadas com as questões de saúde e sexo. E isso tem a ver com as transformações sociais que empoderaram o ex-sexo frágil, como autonomia financeira, métodos anticoncepcionais e aumento expressivo do grau de escolaridade. Os homens foram ficando para trás, acomodados numa situação de privilégio que está minguando com o passar do tempo. O bom humor do dr. Santiago na abordagem de temas delicados arrancou muitos risos da plateia.

Danças circulares
A fonoaudióloga Silvana das Neves Castello também levou novas expectativas de autoconhecimento para os participantes dessa etapa do Vivências 50+. Foi uma ação prática apresentando os benefícios de danças estruturadas em passos e gestos simples, que contribuem para o controle da ansiedade, melhora da coordenação motora, da memória e da autoestima.
“A dança está presente desde os primórdios da humanidade, utilizada em celebrações de colheita, nascimentos e conquistas” analisa Silvana, que aponta ainda o estímulo à empatia por ser uma dança coletiva. Outro ponto citado é que danças circulares são práticas integrativas complementares em saúde e a prática está abertas a todos os gêneros e idades.
O evento, realizado na quarta-feira, 21, no salão do Clube São João, na Avenida São José, Jardim Carlos Borella, porque o Centro de Convivência do Idoso, no Jardim Vitória, está em reforma.
Da Redação – Fotos: Divulgação

