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Itatiba tem muito a oferecer ao empresário comercial e tem mostrado nos últimos anos

Para diretor da Aicita, cidade oferece oportunidades para quem quer crescer

A Associação Industrial e Comercial de Itatiba (Aicita) completou recentemente 54 anos e está otimista quanto ao ambiente de negócios na cidade que agora completa 166 anos. O diretor de Promoções e Eventos, Antonio Ferreira Dionísio Junior, diz que o movimento de empresas buscando se instalar na cidade reflete o bom momento que a economia atravessa e sela o entendimento de que a aniversariante, aos 166 anos, tem muito a oferecer.

“A gente vê o poder público trabalhando pela melhoria da região central, obras de revitalização. A gente vê os empresários reestruturando, melhorando o espaço para receber os seus clientes. Isso tudo faz com que a gente perceba que Itatiba está num momento positivo. Após a pandemia recebemos inúmeras pessoas que residiam em grandes centros, tinham imóvel por aqui acabaram migrando para cá, pela qualidade de morar numa cidade de porte não tão pequeno, que oferece bons serviços e tendo um entorno de boas cidades, como Campinas, Jundiaí e a própria capital não tão longe. Nossos serviços, nosso comércio, têm se desenvolvido para atender a população e a indústria também tem crescido gerando receitas para o município”.

O carro-chefe da atuação da Aicita, no sentido de estimular a circulação de recursos na cidade, é o programa Itatiba Compre Aqui, iniciado em 2003 e que busca conscientizar o empresário e o consumidor da importância de consumir no município, que gera emprego, renda e faz com que nosso comércio se desenvolva e cresça. A campanha vem se readequando conforme as necessidades do dia a dia. Para Dionísio, por incrível que pareça ainda não existe uma clareza da população de que é fundamental que se alimente o comércio dentro da cidade, que isso efetivamente traz benefícios.

Foto: Renato Jr/PMI

Setores em alta

A vinda de supermercados, do início do século até hoje, mais que triplicou e a população não cresceu nesse ritmo, mas as pesquisas mostram que Itatiba oferece espaço para quem quer crescer. O setor que mais sofreu com a pandemia foi o comercial devido às restrições para segurança da população para evitar a expansão do contágio.

“Trabalhamos em conjunto, empresários e setor público e encontramos alternativas redefinindo horários de atendimento para o nosso público, observando rigorosamente o uso de máscara, luvas e álcool gel tanto pelos funcionários quanto pela clientela, guardando as regras de distanciamento. Os bons protocolos”.

O setor industrial sofreu menos e conseguiu manter boa parte da produção. O monitoramento da Aicita indica que a alta forte está por conta do setor de serviços.

Empregos

A pesquisa sobre o mercado de trabalho divulgada pelo IBGE na terça-feira (28) apurou desemprego de 7,7%, o menor registrado desde 2015. Mas, aqui em Itatiba as empresas enfrentam dificuldade para contratar. O diretor da Aicita acredita que há uma convergência de fatores. Faltam profissionais especializados e “existem pessoas que não querem se empregar, por diversos motivos, entre eles a concessão de benefícios sociais. A gente percebe uma dificuldade para contratação em vários setores, mas isso não é um fenômeno da economia local. Afeta a economia nacional como um todo. Todos têm que entender que é a história do copo meio cheio ou meio vazio. Temos que olhar para ele, acreditar que está meio cheio e trabalhar para encher o copo. Ser otimista é uma obrigação de todo empresário, trabalhar para criar emprego e renda.

Viés apolítico

A Aicita busca ser uma entidade apolítica, trabalhar para todos buscando o melhor para Itatiba. Sobre os pequenos comércios, garagens transformadas em oficinas, cozinhas, bar a Associação reconhece o microempreendedor como parte importante da cadeia produtiva. “Os pequenos acabam sendo clientes dos grandes. O pintor é cliente da loja de tintas, o pedreiro, da loja de material de construção, a costureira, da loja de aviamentos. A Associação busca atender a base. Sem ela não vai existir o topo, Atualmente morrem menos empresas em relação a dez, 15, 20 anos atrás. A Aicita tem um programa contínuo de treinamento buscando o desenvolvimento pessoal do empresário e também das equipes. Se o empresário ainda não descobriu um caminho, procure a Aicita pelo site ou pessoalmente para conhecer os cursos disponíveis que vão permitir o desenvolvimento profissional. Aicita é uma associação popular, não elitizada, que atende a base mesmo. Claro que os principais sócios são as grandes empresas, mas a música é pela base”.

Dionísio no entanto reconhece que os microempreendedores precisam ser integrados formalmente e cabe à Associação estabelecer uma rota de aproximação e acolhimento. Este será mais um importante serviço em prol da economia e do desenvolvimento da cidade já quem atualmente, o microempreendedor individual é atendido, mas não está inserido.

A oferta de cursos é outro ponto forte da Associação. Os cursos são fruto das demandas dos associados e abertos a toda a população. São cursos pagos para cobrir os custos (contratação de profissional, locação da sala e alimentação de todo o pessoal participante.

A Associação precisa crescer

Atualmente, a Aicita tem cerca de 900 filiados, número que precisa aumentar mediante a captação de novos associados. Na esfera do diálogo com o poder público, Dionísio explica que não cabe à Associação definir o que a prefeitura tem de fazer, já que a administração municipal possui conselhos, grupos de trabalho, que discutem a saúde, a educação, o transporte. Entretanto existe, sim, a abertura de espaço para que a Aicita e outros grupos organizados participem das discussões e apresentem sugestões. É um jeito democrático e transparente de participação e defesa dos interesses de cada segmento, mas sempre levando em conta o que a cidade e sua população almejam.

A competição saudável entre os municípios é vista com bons olhos na Aicita. “Se as cidades vizinhas se desenvolverem, nós vamos junto. Podemos sair na frente. O poder público está enxergando isso. Precisamos entender as necessidades das novas empresas, a questão educacional, o que a Fatec pode fazer, o que a universidade pode contribuir”.

Imprensa, sociedade e respeito

“Eu acho o jornalismo, os jornalistas, os nossos olhos, os nossos ouvidos e a nossa boca. Não podemos estar em todos os lugares, e o jornalismo cumpre essa função. A internet trouxe uma coisa muito dinâmica que é a transmissão de dados e informações instantaneamente. Mas tem o lado da desinformação, das fake news. E a gente comete erros de replicar coisas que não foram checadas, na ânsia de passar adiante uma coisa que parece bacana, importante e vão parar em grupos de whatsapp que congregam familiares e amigos. Mas, veja o caso dos empresários. A pessoa física peca e o empresário se queima por não perceber que a imagem dele está ligada à pessoa jurídica. Nós vivemos num condomínio de 7 bilhões de pessoas e os meus direitos e os meus deveres não são nem maiores e nem menores do que os de qualquer ser humano que aqui vive. Se não respeitarmos os outros, não podemos querer que os outros nos respeitem. E aí vai virar uma baderna”, conclui Antonio Ferreira Dionísio Junior.

Por Cid Barboza – Foto: Renato Jr/PMI