O que quero ser “quando crescer”?
A construção da escolha profissional ao longo da jornada educacional
A trajetória que leva à escolha de uma profissão é uma jornada complexa, uma construção que se desenha ao longo dos anos de estudo, desde a infância até o Ensino Médio. Thelma Saab, da Escola Educativa, compartilhou, em conversa com a equipe do jornal Itatiba Hoje, insights sobre como a escola desempenha um papel fundamental nesse processo, moldando não apenas estudantes, mas indivíduos conscientes de suas potencialidades e anseios.

“A escolha de um curso superior tem a ver com quem nós somos, nossas habilidades, nossas expectativas em relação à vida”, ressaltou Telma.
Ela ainda afirmou que as etapas de escolarização anteriores ao Ensino Médio são essenciais nesse processo, pois a escola não é apenas um caminho para a vida, mas a própria vida. Cada vivência ao longo dessa trajetória escolar compõe o alicerce de quem os estudantes são.
Telma destacou, também, a importância de promover diferentes estímulos às inteligências múltiplas. “Quanto mais a escola proporcionar diferentes estímulos às inteligências múltiplas, mais possibilidades a criança e o adolescente terão de se conhecer, testar suas habilidades, desenvolver suas potencialidades, evoluir em seus desafios e, assim, construir o seu autoconceito. Quanto mais nos conhecemos, mais satisfatórias são as decisões que tomamos.”
Abordagem diversificada
Quanto às ações específicas da Escola Educativa para guiar os alunos na descoberta de seus interesses e na escolha de seus caminhos profissionais, Telma destacou a abordagem diversificada do currículo. “Desde os menores alunos até os maiores, a grade é diversificada e são vários professores, de diferentes campos do saber em contato com os alunos, todos os dias”, explicou ela.
A interdisciplinaridade é uma peça-chave nesse processo. “Os professores trabalham de maneira interdisciplinar, promovendo uma potencialização da aprendizagem e um reconhecimento por parte dos alunos das conexões entre os saberes.” Nas palavras de Telma, na grade curricular da Educativa, são exploradas diversas inteligências, desde linguística até interpessoal e intrapessoal.
Projetos e trabalho colaborativo
A abordagem prática também desempenha um papel significativo. “Envolvê-los em projetos é uma boa iniciativa. Projetos em esportes, projetos solidários, projetos artísticos, projetos em ciências, matemática, nas diversas áreas do saber, estimulando o trabalho colaborativo, feito em equipe”, enfatizou Telma. Essas atividades não apenas aprimoram habilidades específicas, mas também proporcionam aos estudantes uma vivência ampliada, repleta de desafios e propósito no fazer.
Assim, ao longo de sua jornada educacional, cada aluno é incentivado não apenas a acumular conhecimentos, mas a explorar, experimentar e se conhecer. A escola se torna não apenas um local de aprendizado, mas um terreno fértil onde as sementes da autodescoberta e da escolha profissional são cuidadosamente cultivadas.
Por Lívia Martins/Itatiba Hoje – Foto: MD Duran/Unsplash

