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Depois dos 50, a vida ganha novo ritmo no Centro de Convivência do Idoso de Itatiba

Em uma cidade que corre para todos os lados, existe um lugar onde o tempo não é inimigo. Ele vira parceiro de dança. O Centro de Convivência do Idoso de Itatiba é esse ponto de encontro em que a idade não é ponto final, mas vírgula. Uma pausa para recomeçar.

Voltado a moradores de Itatiba com 50 anos ou mais, o espaço funciona como uma pequena usina de vitalidade. A programação é extensa e atravessa a semana com aulas de dança, zumba, yoga, lian gong, capoterapia, cantoterapia, rodas de conversa, acupuntura, bailes, tardes de prêmios e excursões. É o tipo de agenda que desafia qualquer estereótipo de “terceira idade” parada no sofá.

Mas o que está em jogo ali não é apenas entretenimento. É saúde física, equilíbrio emocional e, principalmente, pertencimento. Em tempos em que o isolamento pode bater à porta com facilidade, o CCI oferece algo simples e poderoso: convivência. Gente que chega sozinha e, aos poucos, passa a ser chamada pelo nome. Histórias que encontram ouvidos atentos. Risadas que ecoam pelos corredores como prova de que envelhecer também pode ser leve.

O conceito de envelhecimento ativo, tão discutido em políticas públicas, ganha forma concreta nas salas do Centro. Movimentar o corpo, exercitar a mente e criar vínculos sociais reduz riscos à saúde e fortalece a autoestima. Não se trata apenas de “ocupar o tempo”, mas de dar significado a ele.

Para participar, é simples: ter 50 anos ou mais, residir em Itatiba e comparecer pessoalmente ao CCI para cadastro, levando documento de identidade, comprovante de endereço e atestado médico para realização das atividades.

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Travessa Ângelo Perdão, s/nº, Jardim Vitória. Informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 4538-3335 ou 4594-1677.

Em uma fase da vida em que muitos acreditam que as portas começam a se fechar, o Centro de Convivência do Idoso mostra o contrário: há sempre uma nova roda para entrar, um passo de dança para aprender, uma conversa esperando para começar. Talvez o maior convite seja esse: sair de casa e descobrir que a cidade ainda tem muito a oferecer.

Por Lívia Martins/Itatiba Hoje – Foto: Reprodução/PMI