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Bolsonaro quer base da direita unida e traça metas e desafios

Enquanto os bastidores da política da cidade de Itatiba parecem ter dado uma calma nos últimos dias, em nível nacional, ao menos uma situação tem acontecido. O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece viajando pelo País em busca de confirmar e buscar aliados e fortalecer o seu partido, o PL.

Para aqueles que ainda seguem a cartilha do ex-mandatário, nos dias 25 e 26, Bolsonaro estará em São Paulo, onde terá encontros com aliados e lideranças locais. Uma oportunidade de se aproximar mais.

Ilustração: Emerson Ferreira da Silva

Em recente entrevista Bolsonaro deixou claro que o momento não é comentar sua sucessão, mesmo porque disse que ainda muita coisa pode acontecer e que não está morto, uma frase que se repete. Ao ser questionado sobre Zema como nome para substituir disse que não quer falar em substituição porque está vivo ainda e “só se for morto e enterrado”. E continuou. “Muita coisa ainda pode acontecer, foi uma injustiça, uma covardia. Mas se eu não disputar vou me aproximar de alguém e alguém vai se aproximar de mim, e vamos trabalhar juntos na eleição de 2026, o que não pode é continuar na mão dessa esquerda que não tem nada a nos oferecer.”

Bolsonaro lembrou que 2026 passa necessariamente por 2024. Dessa maneira, tem pregado algumas situações dentro de seu partido. Uma delas é que nas cidades onde não haverá dois turnos de eleição, ou seja, Itatiba por exemplo é uma delas, já que para haver dois turnos tem de ter acima de 200 mil eleitores, a ideia é ter nome competitivo representando a direita e centro-direita e exemplificou. “Uma cidade com turno único de eleição, se tivermos dois candidatos da direita na disputa, pode aparecer uma terceira via da esquerda e acabar vencendo, devido à fragmentação dos votos. Então o ideal é que apenas o mais forte, com maior chance entre na disputa. Já no caso de dois turnos, pode haver mais de um concorrente da direita, porque num segundo turno, o ideal é centralizar as forças para o representante da direita”.

Estratégia

Com essa estratégia ele tem rodado o País, duas a três viagens por mês, buscando ampliar o leque de aliados e filiados de direita e centro-direita. Resta saber se em Itatiba teremos esse posicionamento, mesmo porque na cidade ele venceu nas últimas eleições o PT de Lula. Embora ao que parece, a esquerda e centro-esquerda, não tenha ao menos por enquanto, algum nome cotado para a disputa municipal em 2024. Vamos aguardar o desenrolar das negociações.

Ainda sobre Bolsonaro, ele comentou e apaziguou os ânimos em relação àqueles deputados que votaram pela Reforma Tributária e foram contrários á decisão do partido, e taxados como traidores. “Os 20 que votaram Sim, se analisarmos ainda é um bom placar temos 99. Sem generalizar, esses 20 são de algumas regiões do Brasil e mais antigos que os demais. Alguns o fizeram por convicção, outros por emendas liberadas, ou seja, fisiologismo. Você não pode expulsar alguém por causa de um voto, respeitamos artigo 53 da Constituição que garante que o mandato do deputado é inviolável. Dobramos o número de parlamentares de 2018 para cá e o grau de fidelidade com o Brasil tem aumentado. Essa situação faz parte da política, obviamente peço aos eleitores que anotem os nomes que votaram Sim, de maneira geral, e lá na frente façam análise se votará nesses nomes”.

Michelle ao senado em 2026

Sobre a possibilidade da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro ser a candidata para sua sucessão, ele descartou e disse que ela poderia sim disputar um cargo eletivo, mas sugeriu talvez para o Senado em 2026.

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Por Alberto Gonçalves – Ilustração: Emerson Ferreira da Silva