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Crianças desconectadas: uma infância mais saudável

Criança gosta mesmo é de brincar! E isso é desde sempre, pois é brincando que a criança se desenvolve. O brincar é a linguagem da criança. É através da brincadeira que ela amplia sua capacidade cognitiva, emocional, social e motora. Por meio das brincadeiras que seus pensamentos tomam forma, elas exercitam sua criatividade e imaginação e expressam suas emoções. Brincar é fundamental para o desenvolvimento infantil. É brincando que as crianças aprendem a respeitar regras, controlar impulsos, ter autonomia, desenvolver estratégias para resolver problemas, respeitar ao próximo, entre outras coisas de fundamental importância para seu desenvolvimento.

Foto: Divulgação

A criança não precisa de muita coisa para se divertir, deixe ela livre e observe como se diverte, exercendo sua imaginação e sendo protagonista ao criar suas próprias brincadeiras, é diversão garantida e sem precisar de brinquedos caros, tecnológicos, tabletes ou celulares.

Porém, a correria do dia a dia, a falta de tempo dos pais numa sociedade onde trabalhar fora é uma realidade necessária para ambos, a violência nas ruas e vários outros fatores, acabam induzindo as crianças cada vez mais aos eletrônicos e dessa forma, o brincar tradicional como o esconde-esconde, cantigas de roda, amarelinha, pular corda, pega-pega, cabra-cega, casinha, escolinha e tantas outras brincadeiras que divertem muito as crianças de forma simples, exercitando o corpo e a imaginação e auxiliando no desenvolvimento cognitivo, são cada vez mais deixadas de lado.

Sendo a infância uma das fases mais importantes da vida, onde se firmam as bases da personalidade e criam-se memórias que vão perdurar por toda a vida, permitir que a criança brinque, explore, caia e levante quantas vezes forem necessárias, fará com que cresça forte e confiante para a vida adulta.

Que a tecnologia já faz parte do dia a dia da família, isso é fato, não temos como fugir dessa realidade. Mas, quando se trata do uso dela como meio de entretenimento para as crianças, é necessário ter cautela. Realmente, em alguns momentos precisamos fazer uso dessa “artimanha” para nos ajudar em algumas tarefas do dia a dia, porém faz-se necessário dosar e refletir em até que ponto está sendo usado de forma que não seja prejudicial para as crianças.

Além dos eletrônicos em excesso poderem atrapalhar o desenvolvimento infantil, estão tomando muito tempo da infância.

Problemas como dificuldades no desenvolvimento cognitivo, maior índice de TDA ou TDAH (crianças com déficit de atenção ou hiperativas), problemas de relacionamentos (a criança não interage com outras crianças, o que o impede de criar vínculos de amizade), obesidade infantil, enfraquecimento dos laços familiares; são apenas alguns exemplos do que a criança pode apresentar devido ao excesso de eletrônicos.

Existem sim muitas formas de incluir os conteúdos digitais nas brincadeiras, desde que seja um momento com tempo limitado e supervisionado por um adulto. No entanto, não se esqueça que nada substitui sua presença na vida de seu filho, portanto, tirar um tempinho por dia para conversar com o pequeno e lhe dar atenção é fundamental para seu bem-estar e desenvolvimento.

Quando os pais brincam com os filhos, ajudam no desenvolvimento deles como seres humanos, além de estreitar laços afetivos. É nesse momento que a criança vê que pode confiar em você.

Néia Rocha, pedagoga e psicopedagoga – Foto: Divulgação

Por Néia Rocha, pedagoga e psicopedagoga – Fotos: Divulgação