Foco
Tremendão. Gal. Pois é, 2022 não está sendo um ano fácil para a música e cultura brasileira.
Dois ícones que marcaram época se vão de forma inesperada. É até estranho como sempre achamos que tais pessoas vivem para sempre, mas não.
Contudo, está errado pensar que ao morrer, elas se esvaem e deixam, simplesmente, de existir. Lendas continuam vivas em suas obras que nos tocam cada vez que ligamos o rádio. Bem, hoje, talvez, a todo momento que damos play em algum aplicativo.

Fato é que suas letras e melodias fazem parte de nossas histórias e continuam conosco, aí sim, para sempre.
E vai muito além. De Gal levo comigo a postura, a irreverência, a força. E também a doçura de cantar e me fazer entender um pouco mais da vida. Eu, que de alma bailarina, acabo por levar suas mensagens em meus movimentos, afinal “a vida é amiga da arte”.

Já de Erasmo levo uma imaginária intimidade, pois anos antes de eu estar por esse mundo, ele já me entendeu. Entendeu meu espírito e o que me move. Compreendeu que sou um caso sem solução, “sou fera ferida. No corpo, na alma e no coração”.
Por fim, me resta o sentimento de gratidão e honra por ter minha vida embalada por suas canções. À Gal e Erasmo, muito obrigada.
Da Redação – Fotos: Divulgação

