Três anos de Casa Rosa da Mulher: um espaço que acolhe, empodera e transforma vidas em Itatiba
Centro de Referência de Atendimento à Mulher é exemplo de política pública humanizada em Itatiba
No mês em que completa três anos de atividades, a Casa Rosa da Mulher – Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMI) – reafirma sua importância como um dos pilares da rede de proteção e fortalecimento feminino em Itatiba. Mais do que um centro de atendimento, a Casa Rosa é um espaço de escuta, acolhimento, empoderamento e transformação de vidas.
Instituída pela Prefeitura de Itatiba, a Casa Rosa é aberta a todas as mulheres – e pessoas que se identificam com o gênero feminino – de qualquer idade, tenham ou não vivenciado situações de violência. O local oferece atendimento humanizado por uma equipe multidisciplinar, com o objetivo de orientar, amparar e encaminhar as mulheres à rede socioassistencial da cidade, sempre respeitando a individualidade e a privacidade de cada uma.

Um espaço de cuidado e construção de pontes
Desde sua criação, o CRAMI se tornou um verdadeiro porto seguro para muitas mulheres que enfrentam desafios cotidianos – alguns visíveis, outros nem tanto. O espaço promove não apenas atendimento psicológico e social, mas também realiza rodas de conversa, oficinas, workshops e palestras que ampliam o repertório das participantes e estimulam o desenvolvimento pessoal e profissional.
Nas palavras da voluntária Sônia França Matos, que conduz a oficina de Patch Aplique na Casa Rosa: “Para mim, Casa Rosa é coração para amar, é ombro para suportar, mãos estendidas para auxiliar a levantar. É construtor de pontes.”
Essas “pontes” mencionadas por Sônia são visíveis nas histórias que se cruzam ali – mulheres que chegaram fragilizadas e encontraram forças para recomeçar, empreender, estudar ou simplesmente se redescobrir.

Muito além do atendimento: uma rede de transformação
Além do suporte psicológico e jurídico, a Casa Rosa também investe no desenvolvimento das mulheres por meio de atividades práticas e educativas. São realizadas oficinas de empreendedorismo (como costura, crochê, maquiagem e culinária), rodas de leitura, atividades fitness, grupos de apoio para mães e bebês, orientação sobre saúde da mulher e muito mais.
A voluntária Simone de Toledo Lamas, que lidera a roda de leitura, relata com emoção: “A cada encontro, as palavras ganham voz, se transformam em acolhimento, despertam reflexões e criam conexões profundas entre as mulheres que participam.”
Todo esse trabalho é possível graças a uma rede integrada entre voluntários, entidades parceiras – como a empresa Pharmapura, que doa mensalmente produtos para os atendimentos – e várias Secretarias Municipais, entre elas: Ação Social, Saúde, Educação, Cultura e Turismo, Segurança e Defesa do Cidadão, Governo e Negócios Jurídicos.

Apoio contínuo após a violência
Um dos focos mais importantes do trabalho desenvolvido pela Casa Rosa é o acompanhamento de mulheres após episódios de violência doméstica. Além do atendimento inicial, a equipe mantém um suporte contínuo, oferecendo escuta ativa, acolhimento psicológico e orientação jurídica, criando uma rede de enfrentamento sólida e empática.
Esse acompanhamento, segundo a coordenação do projeto, é fundamental para romper o ciclo da violência e garantir que essas mulheres reconstruam suas vidas com dignidade e segurança. Também são promovidas campanhas de conscientização sobre os direitos das mulheres, contribuindo para um ambiente social mais justo e informado.
Nova sede temporária e convite à participação
A partir do dia 7 de julho, a Casa Rosa da Mulher passa a funcionar, temporariamente, no Complexo de Formação Profissional “Alice de Oliveira Carniatto”, localizado na Rua Alexandre Rodrigues Barbosa, em frente à NIPO. A mudança é provisória, mas os atendimentos e atividades seguem normalmente.
E para quem deseja contribuir com esse trabalho essencial, há espaço: a Casa Rosa recebe voluntários de diversas áreas. Basta acessar o Instagram oficial da instituição e preencher o formulário com dados simples como nome, profissão e tipo de colaboração possível.
Três anos de gratidão e esperança
A história da Casa Rosa é construída diariamente por mãos, palavras, escutas e gestos. Um espaço que acolhe sem julgar, que orienta sem impor, que escuta sem interromper. Um projeto que mostra, na prática, como políticas públicas voltadas às mulheres são não apenas necessárias, mas transformadoras.
Como resume o depoimento de Rose, representante da Pharmapura, uma das empresas parceiras: “Parabéns a todas as funcionárias e colaboradoras que acolhem com tanto carinho as mulheres de Itatiba. Nós da Pharmapura nos sentimos honrados de participar dessa casa. Viva a Casa Rosa!”
Por Lívia Martins/Itatiba Hoje – Fotos: Reprodução/PMI

