Apuração do MP –SP repercutena Câmara Municipal de Itatiba
As denúncias de lavagem de dinheiro, ocultação de bens e tráfico de influência que chegaram ao Ministério Público envolvendo o prefeito Thomás Capeletto e o secretário de Administração, Eduardo Antônio Sesti, agitaram a sessão dessa quarta-feira na Câmara Municipal.
O caso trata de supostas negociaçõesenvolvendo a construção de um empreendimento imobiliário cuja aprovação teria resultado em benefícios pessoais a pessoas ligadas ao prefeito e que este seria beneficiado numa eventual venda dos imóveis.
São dois apartamentos comprados por R$ 50 mil mas que, segundo a denúncia anônima, têm valor de mercado estimado em R$ 240 mil.
Falas acaloradas tomaram conta da tribuna. Ataque e defesa trocaram caneladas e acusações.
Oposição
Os opositores ao prefeito, Luciana Bernardo e Igor Húngaro, ambos do PDT, insistiram na necessidade de apurações muito bem feitas. Bateram na tecla de que existe uma investigação aberta, com número de processo e documentos em análise.
Igor Húngaro, o mais acalorado, afirmou que as acusações, mesmo anônimas, não podem, em hipótese alguma, ser tratadas com descaso. Se as investigações avançarem no sentido de indicar a ocorrência de crimes, o caso poderá gerar ações de grave repercussão na esfera política e administrativa do município.
A vereadora Luciana Bernardo seguiu a linha de raciocínio do colega de partido e até cedeu o tempo de fala da liderança para que as suspeitas fossem reiteradas em plenário.
Base aliada
Em defesa ferrenha de Thomás Capeletto, a vereadora Leila Bedani (PSDB) disse que “Quem não deve, não teme” e por isso o prefeito já apresentou queixa à Polícia Civil e foi ao Ministério Público antecipando-se a uma eventual convocação. Leila classifica o prefeito como honesto, correto e que “não precisa disso”.
Demonstrando indignação com as acusações, a vereadora declarou que a oposição está aproveitando a situação criada para buscar proveito política já que estamos em ano pré-eleitoral. Sobre vídeos postados em redes sociais por gente que comprou a ideia de que as acusações são verdadeiras, Leila Bedani disse que já foi identificada a origem das postagens e arrependimentos já foram declarados. Resta saber quais as consequências legais que virão.
Também em defesa do prefeito, o vereador Júnior Cecon (União Brasil) pediu que as acusações sejam observadas com cautela, porque podem ter objetivo de apenas criar um fato político negativo e depois caírem no limbo, mas deixando sequelas na vida das pessoas ora acusadas. Cecon disse ter estado com o prefeito depois que o caso veio à tona e ouviu dele que abriu as contas pessoais para facilitar a investigação.
O vereador Ailton Fumachi fez uso da palavra para lembrar ter sido vítima de uma série de acusações anônimas, que antes da era das redes sociais, eram feitas até mediante panfletos sem origem conhecida, que se multiplicavam em tentativas de arruinar reputações.
A maioria dos vereadores presentes evitou mergulhar abertamente na polêmica que se instalou. Os comentários fora dos microfones utilizados na sessão indicaram prudência.
Da Redação/Colaborou Cid Barboza – Foto: Amanda Vedovello/CMI

