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Cuidado e escuta: como a maternidade transformou o olhar de uma fisioterapeuta

Cuidar faz parte da rotina da fisioterapeuta Mariana Nader Bartholomeu há muitos anos. Mas foi com a chegada do filho Lorenzo que esse cuidado ganhou novas camadas, mais sensíveis, humanas e profundas.

Neste especial, Mariana representa as mães que conciliam a vida profissional com a missão diária de acolher, orientar e estar presente, tanto dentro de casa quanto no trabalho. Para ela, a maternidade não transformou apenas a mulher, mas também a profissional.

Um olhar mais humano para cada paciente

Mariana conta que, depois de se tornar mãe, passou a enxergar seus pacientes de maneira mais individualizada e empática. A experiência da maternidade trouxe novas percepções sobre as demandas físicas e emocionais que atravessam diferentes fases da vida.

“Passei a entender, na prática, as demandas físicas e emocionais que envolvem o cuidado com o corpo, o tempo escasso e as adaptações que cada fase da vida exige”, relata.

Segundo ela, a convivência com o filho ajudou a desenvolver mais paciência, escuta ativa e atenção aos detalhes que muitas vezes vão além da dor física. Rotina, prioridades, desafios emocionais e contexto familiar passaram a fazer parte de um olhar mais amplo dentro dos atendimentos.

Hoje, Mariana afirma que seu principal objetivo como profissional é fazer com que os pacientes se sintam capazes e ativos em suas próprias vidas, valorizando a funcionalidade e a qualidade de vida em cada etapa.

Equilibrar presença e ausência

Conciliar a rotina da fisioterapia com a maternidade, no entanto, está longe de ser simples. Mariana define essa experiência como um “desafio real”.

Entre atendimentos, compromissos e a dinâmica familiar, ela conta que busca diariamente fazer o melhor possível em todas as áreas da vida. “É procurar fazer o melhor tanto nos atendimentos quanto em casa”, afirma.

Para ela, a maternidade também envolve aprender a equilibrar presença e ausência. “Transformar a ausência em autonomia para o meu filho” passou a ser uma das construções mais importantes dessa trajetória.

Hoje, Lorenzo está prestes a completar 17 anos, e Mariana enxerga com clareza o quanto os dois cresceram juntos ao longo desse caminho. “A maternidade nos transforma como profissionais frente a tanta responsabilidade, respeito, carinho e amor”, diz.

O autocuidado como prioridade

Acostumada a orientar pacientes sobre saúde física e qualidade de vida, Mariana reconhece que, para muitas mães, cuidar de si mesma acaba ficando em segundo plano.

Ela admite que não é fácil encaixar o autocuidado em meio à rotina profissional, maternal e familiar. Ainda assim, afirma que essa sempre foi uma prioridade dentro de casa.

Com o passar dos anos, esse cuidado ganhou até uma nova companhia: o próprio filho. “Hoje se tornou uma parceria de mãe e filho nos treinos”, conta.

Entre consultas, exercícios, conversas e aprendizados compartilhados, Mariana mostra que maternar também pode ser ensinar pelo exemplo. E que, muitas vezes, cuidar de si é também uma forma de cuidar de quem se ama.

Por Lívia Martins/Itatiba Hoje – Foto: Arquivo pessoal