Treinos, maternidade e recomeços: a mulher que encontrou força no movimento
Foi depois da maternidade que a empresária Franciele Bitencourt descobriu na atividade física muito mais do que uma mudança estética. Proprietária de franquias da rede de academias Panobianco e mãe de dois meninos, ela encontrou no exercício um caminho de autocuidado, fortalecimento emocional e transformação da própria rotina.
No especial “Mãe tem cara? As diversas formas de maternar”, Franciele representa as mães que tentam equilibrar a correria do dia a dia sem deixar de olhar para si mesmas, mesmo entre agendas apertadas, filhos pequenos e a sensação constante de falta de tempo.
O início veio depois da maternidade
Franciele conta que o primeiro contato com a atividade física surgiu após a gestação dos filhos gêmeos. Depois da gravidez, ela sentiu a necessidade de recuperar não apenas o peso anterior, mas também o bem-estar físico e emocional.
“Enquanto os bebês dormiam, eu fazia caminhadas e corridas na esteira olhando pela câmera do bebê conforto”, relembra.
Com o tempo, percebeu que precisava ir além. Foi então que começou a frequentar a academia e conheceu a musculação. Segundo ela, os resultados foram aparecendo aos poucos e, junto deles, nasceu também uma nova paixão. “A medida que você começa e vai sentindo os resultados, você se apaixona e não quer parar mais”, afirma.
O desafio de encaixar o autocuidado na rotina
Mesmo acreditando na importância da atividade física, Franciele reconhece que conciliar maternidade, trabalho e rotina fitness não é simples.
Para ela, a maior dificuldade enfrentada por muitas mulheres é justamente a sensação de nunca ter tempo suficiente para si mesmas. “A mulher que cuida da casa, trabalha fora e cuida dos filhos sente que nunca vai ter tempo”, diz.
Por isso, ela aprendeu a adaptar a própria rotina aos poucos, respeitando as possibilidades de cada fase da maternidade. Em determinados momentos, organizava os treinos enquanto os filhos estavam na escola, com o pai ou com a avó.
“Comecei devagar, estabelecendo três dias na semana”, conta. Franciele também faz questão de reforçar que nem sempre o planejamento acontece da forma ideal. Filhos ficam doentes, imprevistos aparecem e a rotina muda. Ainda assim, acredita que o mais importante é não abandonar completamente o cuidado consigo mesma.
Movimento também é saúde emocional
Hoje, além de empresária do ramo fitness, Franciele utiliza a própria experiência para incentivar outras mulheres a encontrarem espaço para o autocuidado dentro da rotina.
Ela acredita que a atividade física vai muito além da estética e funciona também como uma ferramenta importante para a saúde mental. “O treino faz bem pro mental, ajuda a desestressar. É terapêutico mesmo”, afirma.
Por ter vivido na prática as dificuldades da maternidade, ela conta que faz questão de oferecer, em suas academias, espaços kids para acolher mães que precisam treinar acompanhadas dos filhos.
“Isso é uma coisa que eu prezo porque eu vivi isso”, explica. Além disso, ela incentiva mães a incluírem os filhos em hábitos saudáveis desde cedo, seja através da convivência nesse ambiente ou da prática conjunta de atividades físicas.
Entre esteiras, treinos e a correria da maternidade, Franciele mostra que cuidar de si mesma também pode ser uma forma de continuar cuidando dos outros.
Por Lívia Martins/Itatiba Hoje – Foto: Arquivo pessoal

